sexta-feira, maio 18, 2007

Sofisma – Cartas de Loucura

Caros amigos,

Vamos ser loucos! Venha comigo para um mundo de liberdade, onde nenhum conceito nos prende. Pulemos pelas janelas, parapeitos e sacadas, porque não cairemos... Voaremos para longe. Aos Céus!, como os passarinhos. Por entre cidades imaginárias, num rompante de liberdade inevitável, aonde todos nós nos encontraremos. Vivamos a vida da fonte, bebamos da felicidade no gargalo. Ébrios de alegria!

Vamos ser loucos, porque não? Livres de estéticas, nús em pêlo, a dançar em círculos. Esqueçamos o trabalho, os grilhões e as amarras. Matemos em nossas mentes quem não gostamos. Quando mortos, poderemos ignorá-los e esquecê-los. Sim!, sem leis, sem proibições. Só assim poderemos viver em paz com nossas vidas.

Vamos ser loucos, faço esse convite a todos. Se achei a libertação, não poderia mantê-la trancafiada. Quero escrever mapas para felicidade, mas quem quiser ser pioneiro, venha comigo, na direção da loucura.

Abraços sinceros,

Fulano de Tal.

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Fulano de Tal,

Não poderei segui-lo em sua jornada por razões urgentes, mas deixo aqui meus votos de boa sorte.

Vá, seja louco. Crie um mundo ilusório, como uma criança bêbada fazendo um castelo de cartas. Mas, lembre-se que a realidade sempre volta. Toda bebedeira terminará em ressaca. Ouçam o ensinamento das bolas de canhões: apenas voa quem sabe pousar, quem não se f*...

Vá, seja louco. Aja como se não houvesse mais ninguém do mundo. Prefira seu umbigo ao espelho, mas não se esqueça que outros não repetirão suas escolhas. A bela dança das fadas não passará de um hediondo show de mendigos cambaleantes. Mandar às favas os outros, apenas atrairá a solidão.

Vá, seja louco, demita-se, porque não? Esqueça o pão de cada dia, mas torça que ninguém dependa de sua generosidade. Pobre dos seus... Viver de brisa é um abrigo lindo, mas nele só cabe um. Aceite que não há doação sem bens para serem doados. É fácil dizer: “Dividam o pão”, difícil é apontar que pão.

Espero uma jornada breve,

Um Tal Cicrano.

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2 Comentários:

  • "O pão que Deus te dá, quando ele dá
    Não vá pensar que o pão é seu
    Tem que pagar o pão e a paga do patrão
    Que Deus também te deu

    A cruz da tua existência
    À luz da tua penitência
    E a fé que tece o véu
    O véu da fé que tanto te cegou

    Pra não ver que o pão que Deus te dá
    É o pão que o diabo amassou"

    http://www.mpbnet.com.br/canto.brasileiro/alexandre.lemos/letras/pao.htm

    Por Blogger Danilo Lemos, Às sexta-feira, maio 18, 2007  

  • Isso aqui esta ficando cada dia mais intelectual... Vou publicar as minhas fotos de cocô pra não ficarmos com um nivel tão alto! =c )
    Parabens!

    Por Blogger André Pessoa, Às domingo, maio 20, 2007  

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