sexta-feira, novembro 20, 2009

Um Conto Pornográfico(Parte 1 - Fazer amor)

Manu estava incomodada com a tinta em seus dedos. Pedro tentava confortá-la, "vê, quase não dá mais para perceber", "não precisa ter tanta vaidade, ninguém liga". Não era uma questão de vaidade. A moça tinha a nítida sensação que se os colocasse em sua boca agora, um gosto forte, alcóolico e tóxico, a inspiraria vômitos. Mas, Manu não podia andar por aí sem documentos, a moça apenas desejava que houvesse método menos arcaico e sujo de se fazer. O casal deixou o departamento. Pedro insistia em carícias. Manu não conseguia pensar em outras coisas que não a tinta em seus dedos. Cansado das recusas e fugas da moça, tentou outra alternativa. O rapaz ofereceu sua casa, que era mais perto de onde estavam, para Manu limpar seus dedos.

Ao chegar na casa de Pedro, descalçaram os sapatos. O rapaz esfregou carinhosamente as mãos de Manu com algodão umedecido em alcóol. Depois, sentou-a no sofá, abriu uma garrafa de champanha e serviu uma única taça. Delicadamente, Pedro submergia os dedos de Manu na taça, depois, os retirava, lambia e mordiscava, um a um. -Não há mais gosto nenhum de tinta, viu? Bem devagar, a moça contorcia-se, cada músculo de seu corpo contraindo-se intensamente ao ponto de sentir cãimbras, e relaxava por leves átimos. Estava, contudo, em apinéia forçada, era incapaz de inspirar ou expirar, e fora o ruído da fricção de seu corpo contra o sofá, e de ranger intermitente de dentes, estava em silêncio completo. Manu conhecia intimamente essa sensação, por diversos momentos, ela própria mordia a ponta de seus dedos e cerrava os olhos, em sonhos ardentes e orgiásticos. Pedro, entretanto, se espantava com o poder de gestos tão simples.

Quando a primeira taça de champanha estava por acabar, Pedro tentou umedecer o umbigo de Manu com o pequeno resto de espumante. Manu, contanto, manteve seus dedos sempre entre seu corpo e o rosto de Pedro. Não queria, em hipótese nenhuma, que ele parasse de morder seus dedos. Num ágil drible, Pedro investiu com intensidade o rosto entre as pernas de Manu. Nesse lance rápido, Pedro lambeu a parte mais macia da calcinha, justamente onde estavam os lábios da menina. Depois, abriu amplamente a boca, posicionando seus dentes superiores um pouco acima do clitóris de Manu, e seus dentes inferiores na metade da abertura de sua buceta. Daí, esticou sua lingúa, pressionando a calcinha contra a parte superior da vagina da menina. Manu, como não podia deixar de fazer, sentia ligeiras ondas de calor subindo pelo seu umbigo para seu seio. A moça, contudo, ainda sentia o fantasma da boca de seu namorado em seus dedos. Pensou em colocar os dedos na própria boca, mas uma súbita sensação de traição apossou-se dela. Não, com Pedro, ela nunca poderia fazer aquilo. Por um leve instante, a moça, em completo anticlímax, olhou as pequenas cicatrizes nas pontas de seus dedos e lembrou com saudades do seu amante.

Subitamente, o deslumbre de Manu acabou, quando Pedro forçou um pouquinho mais seus dentes contra sua buceta. Assustada, Manu percebeu que Pedro nunca poderia ser como o amante. A moça levantou-se e serviu outra taça de champanha. Pedro teve a impressão de que a machucou sem querer. Manu queria é que ele tivesse mordido mais forte. Percebendo o receio de Pedro, Manu tirou a calcinha, abriu a barguilha de Pedro baixou sua cueca. Como ele ainda não estava completamente duro, Manu segurou delicadamente seu saco e colocou-o na boca. Retirou todo o ar de sua boca, puxando suas bochechas para entre os dentes e deixando o pau semi-ereto completamente reto em sua boca. Depois, oscilou sua cabeça inteira para frente e para trás. Após poucas idas e voltas, Manu abriu sua boca, mantendo o pau de Pedro, agora inteiramente excitado, sobre sua língua, e lentamente inclinou sua cabeça para trás. Quando Pedro já passava por seus lábios, Manu subiu rapidamente sua língua, içando-o levemente. De olhos fechados, com a cabeça reclinada para trás, Pedro conseguiu sentir a textura suave mas cheia de relevos da língua de Manu, passando contra a parte inferior de sua glândis. Por décadas não esqueceria daquela sensação, perfeitamente relembrada a cada uma de suas ereções.

Então, Manu colocou o dedo indicador dentro da taça e colocou-o na boca do rapaz. Assim que ele começou a lamber seus dedos, ela abraçou Pedro e com a boca próximo de sua orelha, suspirou, entre um gemido e outro, com voz rouca e intensa, -Me fode, só me fode. Por fim, molhou seus dedos novamente na taça e pressionou contra os lábios de Pedro. -Nem ouse tirá-los daí. No mesmo instante que Pedro penetrou a menina, um arrepio subiu pela coluna de Manu até sua nuca. De lá, virou uma contração de todos os músculos de seu rosto. Quando a menina relaxou o rosto, uma nova onda subiu, fazendo-a gozar pulsante e ininterruptamente.

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