quarta-feira, agosto 01, 2007

Toda bofetada nasce carícia





Desejo-lhe um bom dia
Que não tenha nenhuma alegria
Mas, que não se despedace em culpa
Chore uma dor, se lhe couber,
Verta a lágrima que vier,
Agora, não se ajoelhe,
Pois a benção que aqui lhe trago
Não virará um afago,
Não te doará nenhum cigarro,
Nem Gelol, ou analgésico.
Fraqueje e aprenderá
Que se vives, proteja teu pescoço,
Se respiras, conta bem o ar que te sobra,
Pois consigo, ninguém estará,
Quando essa benção se tornar um açoite,
Esse carinho, uma punhalada.
Toda bofetada nasce carícia.

Por Ternura & Perfeição
Ilustração/Jabá: André Dahmer ou www.malvados.com.br