Imagem e Máscaras
Victor já estava pronto, aprumando o visual na frente do espelho, quando sentiu a falta de alguma coisa. A carteira estava no bolso, assim como as chaves do carro. Não tinha o endereço da Flavinha, mas sabia que era em algum lugar no Flamengo e levava o celular com o número da menina. Não estava com tanto dinheiro, mas tinha um cartão de crédito. "Não existe restaurante japonês que não aceite". Não era isso.
Cueca, ok. Camisinhas(afinal, nunca se sabe), ok. Apesar de pensar e repensar todos os pequenos objetos que poderiam faltar não conseguia se lembrar. Talvez não faltasse alguma coisa, talvez tivesse algo sobrando. Bem, as fotos da ex não estavam mais na carteira, ele já tinha trocado os óculos pela lente de contato. O que seria?
Que angústia! De onde vinha aquilo? Por que estava tão nervoso? Victor voltou ao espelho. E , olhando para seus olhos aflitos percebeu. Ele ainda estava com o Victor. Não, o Victor que a Flavinha conhecia, mas o Victor que passou o dia estudando. O Victor estudioso, tímido e ansioso. O Victor que conferia se estava de cueca, porque é meio desleixado. Esse Victor estava sobrando, enquanto o Victor auto-confiante faltava. Por isso não se lembrava. Era uma troca, uma coisa tão simples afinal... Victor trocou de persona, conferiu se deixou o fogão aceso e abriu a porta para a rua de cabeça erguida.
Cueca, ok. Camisinhas(afinal, nunca se sabe), ok. Apesar de pensar e repensar todos os pequenos objetos que poderiam faltar não conseguia se lembrar. Talvez não faltasse alguma coisa, talvez tivesse algo sobrando. Bem, as fotos da ex não estavam mais na carteira, ele já tinha trocado os óculos pela lente de contato. O que seria?
Que angústia! De onde vinha aquilo? Por que estava tão nervoso? Victor voltou ao espelho. E , olhando para seus olhos aflitos percebeu. Ele ainda estava com o Victor. Não, o Victor que a Flavinha conhecia, mas o Victor que passou o dia estudando. O Victor estudioso, tímido e ansioso. O Victor que conferia se estava de cueca, porque é meio desleixado. Esse Victor estava sobrando, enquanto o Victor auto-confiante faltava. Por isso não se lembrava. Era uma troca, uma coisa tão simples afinal... Victor trocou de persona, conferiu se deixou o fogão aceso e abriu a porta para a rua de cabeça erguida.
Marcadores: Caio Almendra

8 Comentários:
Gosto dessa sua onda "fofa".
Por
André Pessoa, Às
terça-feira, junho 26, 2007
A fofura está em seus olhos... Não vejo tanta coisa de fofo no texto, mas tudo bem. Aliás, a maioria consideraria essa minha postura do utilitarismo da personalidade como pouco romântica, como falsidade ou excesso de pragmatismo. Bem, mas acho bom você gostar.
Por
Caio Almendra, Às
quarta-feira, junho 27, 2007
Amei.
Por
gigi, Às
quarta-feira, junho 27, 2007
nesse mundo de plástico e falsas imagens, seu texto vem a calhar. Gostei muito, vc não é fofo vc é pós- moderno! abs
Por
Anônimo, Às
quarta-feira, junho 27, 2007
Quando ele falou que estava com o victor, eu achei que o caio ia sair do armário.
MAs, UFA!, ele fez o S do Senna e saiu pela tanGENTeee!!
Por
Danilo Lemos, Às
quarta-feira, junho 27, 2007
hehehehe
Não existem armários em minha vida, Danilo. E, depois, que porra é essa? Namora comigo, depois coloca o André na história, e fica sacaneando a MINHA baitolagem. Vê se se enxerga. Deu o furico, é viado. Não tem essa de habitualidade, não. "Não, agora parei com isso, estou namorando uma blogueira com 18 dentes, não sou viado mais não." Sai dessa, camarada. Agora, já era.
Por
Caio Almendra, Às
quarta-feira, junho 27, 2007
Deu o furico, é viado. Minha nova comunidade do orkut.
Por
Danilo Lemos, Às
quarta-feira, junho 27, 2007
Tem um trecho de um filme que vou te mandar para ser a descrição da comunidade.
Por
Caio Almendra, Às
quarta-feira, junho 27, 2007
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