Anestésico
Ela falou que não queria mais. Ele não se importava mais. Então, ela pediu que o garçom tirasse as batatas fritas frias e molengas da mesa. Ela perguntou porque ele não tinha comido nada, ele não tinha fome. Ele nunca mais teve fome. Ela disse que não aguentava mais (ele não se importava mais), que ele não a ouvia mais, que ela não estava bem e que ele não parecia se importar. Bem, com isso ele se importava. Mas, não queria ter que demonstrar mais uma vez. Irritada, ela solta um berro: "VOCÊ NÃO VAI ME DIZER NADA??? VOCÊ NÃO SE IMPORTA COM NADA? OU SERÁ QUE SE APAIXONOU POR OUTRA PESSOA?"
Ela acertara na mosca. Ele estava apaixonado. Olhou fundo nos olhos da menina e mirando em seu próprio reflexo na íris dela disse: "Eu amo muito você e só você".
Ela acertara na mosca. Ele estava apaixonado. Olhou fundo nos olhos da menina e mirando em seu próprio reflexo na íris dela disse: "Eu amo muito você e só você".
Marcadores: Caio Almendra

3 Comentários:
boa. tão cotidiano...
Por
gigi, Às
segunda-feira, agosto 20, 2007
Um velho ancião me revelou outrora: Se ama-te tanto, bates punheta olhando-se no espelho.
Por
Danilo Lemos, Às
segunda-feira, agosto 20, 2007
Esse ancião não respeitava as regras gramaticais clássicas.
Por
Danilo Lemos, Às
terça-feira, agosto 21, 2007
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