Meu Asco(2001)
Você acabou com meu asco, carrasco,
Queimou meu pasto, seu asno,
E ficou sem o que comer
Cuspiu em seu próprio copo vazio,
Matou a fome com o ópio, remédio sombrio,
E adoeceu.
Charfundou-se no charco, atolado
Ficou sem um dólar ou um marco, coitado,
E se perdeu.
Prostituiu-se em pesos, seu sujo,
Deu-se a enfermos e marujos,
Num fedor de doer.
Você acabou com meu ódio, inferno, pois só tenho pena de você.
Você matou meu carrasco, que asco!,
Queimou meu asno,
e ficou sem quem comer.
Cuspiu em seu nobre ópio, ingrato
E cheirou a si próprio e a um rato
Que custou a descer.
Bebeu água do charco, seu ávaro
Mas dolarizou-se de quatro, barato
Num fedor de doer.
Você matou meu carrasco, queimou o meu asno, acabou com meu asco, pois esse era você.
Queimou meu pasto, seu asno,
E ficou sem o que comer
Cuspiu em seu próprio copo vazio,
Matou a fome com o ópio, remédio sombrio,
E adoeceu.
Charfundou-se no charco, atolado
Ficou sem um dólar ou um marco, coitado,
E se perdeu.
Prostituiu-se em pesos, seu sujo,
Deu-se a enfermos e marujos,
Num fedor de doer.
Você acabou com meu ódio, inferno, pois só tenho pena de você.
Você matou meu carrasco, que asco!,
Queimou meu asno,
e ficou sem quem comer.
Cuspiu em seu nobre ópio, ingrato
E cheirou a si próprio e a um rato
Que custou a descer.
Bebeu água do charco, seu ávaro
Mas dolarizou-se de quatro, barato
Num fedor de doer.
Você matou meu carrasco, queimou o meu asno, acabou com meu asco, pois esse era você.

1 Comentários:
Versão para botafoguenses:
Vc acabou com meu vasco, meu vice,
E fez um chororô de doer.
Por
Danilo Lemos, Às
segunda-feira, abril 21, 2008
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