Contexto vs. Interesse
Não se trata apenas de interesse. Vai muito do contexto também. Acredito até no contexto como fator mais poderoso do que o interesse. Onde? Ora essa, na maioria dos casos. Esse intervalo das eleições que precede o segundo turno por exemplo, um festival de falácias, alianças bizarras e troca troca de acusações. Parece até uma hi-fi de alunos do segundo grau. “Deixa disso, a Denise falou mal de mim, mas eu ainda gosto dela”, ”tá na cara que o Geraldo não gosta da gente,ele nem é daqui”, “isso é briguinha daqueles dois lá pra ver quem manda mais na área”, “Heloísa é um amor,anda de babydoll no meu coração, e na minha imaginação também”. É óbvio que toda aliança política, por mais controversa que pareça predispõe um (vários) interesses. Mas todos sabemos que interesses mudam de acordo com o contexto. Daí o contexto como fator mais importante.
Vamos complicar um pouco falando do velho binômio homem + mulher. Rapaz está dançando com garota numa boite. Ambos já se conhecem e ele sabe que ela acabou de terminar seu namoro. Sempre houve um interesse entre os dois, isso é um fato. Rapaz aborda garota, mas leva um fora. Sem explicação. Na verdade pode-se buscar mil teorias para mil respostas infundadas que o resultado verdadeiro é: contexto. Algum tempo depois mesmo rapaz e mesma garota (ambos solteiros) estão num barboitemoderninhometidinhoasujo ouvindo música. O interesse ainda existe, mas o contexto já é outro e talvez o rapaz não demonstre mais tanto assim o seu interesse pela garota. A menina, preocupada, pergunta ao amigo do rapaz se de repente ainda rola algo entre os dois o que dá a entender que a mesma quer ser abordada novamente, dessa vez para não dar um fora no rapaz. O amigo desse rapaz, talvez por desleixo, talvez porque não estivesse se sentindo bem ou talvez porque fosse gay e estivesse mais interessado em ir pra casa provar suas novas roupas da Colcci e da Zara (nada contra as duas marcas que por sinal considero ótimas) vai embora e não fala nada para o rapaz sobre o que a garota havia acabado de falar com ele. A abordagem não acontece. A garota devia saber que o interesse sempre existiu e de forma bastante estável, o contexto é que atuou de forma a desequilibrá-lo. Por isso é que nada aconteceu. O caso do binômio é semelhante ao do intervalo das eleições. Uma pantomima levada ao extremo do absurdo. Disse-me-disse, ouvi isso, ouvi aquilo, alianças estranhas, dar o recado por outras pessoas ao invés de ser direto... enfim, no final da história ninguém chega a lugar algum e nenhuma das partes se favorece na satisfação de seus interesses. Ou melhor, diz o amigo gay desse rapaz que as roupas ficaram ótimas nele.
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O Rio Cena Contemporânea (http://www.riocenacontemporanea.com.br) começa amanhã. Pois é cliquei no link e também não achei a programação. Mas confiram amanhã nos jornais. Se eu encontrar algo posto aqui. Vale a pena ir. E não é só porque alguns amigos trabalham lá não. O evento é muito bom, bagulho é mega. Sem a neurose de Festival do Rio, horários espaçados e atrações que se renovam a cada ano (pra quem acha que artes cênicas é tudo a mesma coisa).
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Demorou mas isso não muda em nada o delicioso som que fica em meus ouvidos depois de ouvir o álbum novo do Ratatat. Classics foi lançado em agosto, mas só agora fui ouvir. Não difere em muita coisa do primeiro álbum do duo nova-iorquino. Ótimo! A mesma fórmula eletrolight a la músicas menos dançantes do Daft Punk. Perfeito! E a guitarra ainda é mais trabalhada, mas não pensem que isso quer dizer solos virtuosos e masturbatórios. Mike Stroud parece fazer da guitarra um acordeom em embalos de música eletrônica greco-cigana ou sei lá o quê. Difícil explicar, sério mesmo. Mais fácil seria sonorizar mas que nem Mike Stroud? Impossível. Bem,quem se interessar pode ouvir algumas músicas no myspace deles (http://www.myspace.com/ratatatmusic) e depois baixar os álbuns.
Daniel Pfaender
Vamos complicar um pouco falando do velho binômio homem + mulher. Rapaz está dançando com garota numa boite. Ambos já se conhecem e ele sabe que ela acabou de terminar seu namoro. Sempre houve um interesse entre os dois, isso é um fato. Rapaz aborda garota, mas leva um fora. Sem explicação. Na verdade pode-se buscar mil teorias para mil respostas infundadas que o resultado verdadeiro é: contexto. Algum tempo depois mesmo rapaz e mesma garota (ambos solteiros) estão num barboitemoderninhometidinhoasujo ouvindo música. O interesse ainda existe, mas o contexto já é outro e talvez o rapaz não demonstre mais tanto assim o seu interesse pela garota. A menina, preocupada, pergunta ao amigo do rapaz se de repente ainda rola algo entre os dois o que dá a entender que a mesma quer ser abordada novamente, dessa vez para não dar um fora no rapaz. O amigo desse rapaz, talvez por desleixo, talvez porque não estivesse se sentindo bem ou talvez porque fosse gay e estivesse mais interessado em ir pra casa provar suas novas roupas da Colcci e da Zara (nada contra as duas marcas que por sinal considero ótimas) vai embora e não fala nada para o rapaz sobre o que a garota havia acabado de falar com ele. A abordagem não acontece. A garota devia saber que o interesse sempre existiu e de forma bastante estável, o contexto é que atuou de forma a desequilibrá-lo. Por isso é que nada aconteceu. O caso do binômio é semelhante ao do intervalo das eleições. Uma pantomima levada ao extremo do absurdo. Disse-me-disse, ouvi isso, ouvi aquilo, alianças estranhas, dar o recado por outras pessoas ao invés de ser direto... enfim, no final da história ninguém chega a lugar algum e nenhuma das partes se favorece na satisfação de seus interesses. Ou melhor, diz o amigo gay desse rapaz que as roupas ficaram ótimas nele.
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O Rio Cena Contemporânea (http://www.riocenacontemporanea.com.br) começa amanhã. Pois é cliquei no link e também não achei a programação. Mas confiram amanhã nos jornais. Se eu encontrar algo posto aqui. Vale a pena ir. E não é só porque alguns amigos trabalham lá não. O evento é muito bom, bagulho é mega. Sem a neurose de Festival do Rio, horários espaçados e atrações que se renovam a cada ano (pra quem acha que artes cênicas é tudo a mesma coisa).
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Demorou mas isso não muda em nada o delicioso som que fica em meus ouvidos depois de ouvir o álbum novo do Ratatat. Classics foi lançado em agosto, mas só agora fui ouvir. Não difere em muita coisa do primeiro álbum do duo nova-iorquino. Ótimo! A mesma fórmula eletrolight a la músicas menos dançantes do Daft Punk. Perfeito! E a guitarra ainda é mais trabalhada, mas não pensem que isso quer dizer solos virtuosos e masturbatórios. Mike Stroud parece fazer da guitarra um acordeom em embalos de música eletrônica greco-cigana ou sei lá o quê. Difícil explicar, sério mesmo. Mais fácil seria sonorizar mas que nem Mike Stroud? Impossível. Bem,quem se interessar pode ouvir algumas músicas no myspace deles (http://www.myspace.com/ratatatmusic) e depois baixar os álbuns.
Daniel Pfaender

6 Comentários:
comentem !!!! porra !!! esse blog é revolucionário, valorizem !!!
Por
Anônimo, Às
sexta-feira, outubro 06, 2006
hahahahaque desespero!
Por
Anônimo, Às
sábado, outubro 07, 2006
hahahah calma!
adorei o texto, to afim de ir nessa parada do riocontemporaneo tb deve ser maneiro! E o Ratatat é foda..
Por
Anônimo, Às
sábado, outubro 07, 2006
Daniel, mó história autobiográfica essa ae hein.
mas tem um furo: gay não compra roupa pra provar depois.
Por
João Cândido, Às
segunda-feira, outubro 09, 2006
aí é que está o porquê do talvez, não sei se o sujeito era gay ou não,não que isso seja um problema (parafraseando Seinfeld).
Por
Anônimo, Às
segunda-feira, outubro 09, 2006
HAHAHAHAHAHA vc não sabe a ainda assim o ACUSA? não q isso seja um problema...
Por
João Cândido, Às
quarta-feira, outubro 11, 2006
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